BEM VINDO AO BLOG DA FENET.

A FENET foi construida para organizar a luta dos estudantes do ensino técnico. Todos os dias os estudantes vem sofrendo cortes na educação, essa é a hora de nos organizarmos!

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terça-feira, 1 de abril de 2014

ENET 2014: Inscrições e orientações

Sobre a inscrição:

- A inscrição para o ENET 2014 deverá ser realizada com os diretores da FENET presentes em todos os estados. Caso não seja possível entrar contato com nenhum deles, enviar email para fenetbrasil@gmail.com ou entrar em contato com responsáveis pela mobilização nacional Bia - 31 94124774 / Raphael 21 983217904 / Carlos 21 980835051.

RS (51) 8172 - 4826 ou (21) 983217904
SC  (48) 9627- 073 ou (21)  983217904
PR (21) 983217904
SP (11) 98780-6914 ou (21)  980835051
RJ: (21) 98321-7904 ou (22) 99257-8879 
ES: (27) 99615-1732 ou (31) 9412-4774
MG:(31) 9412 - 4774 ou (31) 7501 - 7560
PI:  (86) 9827 - 5425 
CE: (85) 9963 - 6890 
RN: (84) 8138 - 7322 ou (81) 9417 -5854
PB: (83) 9643 - 3206 ou (81) 9417 -5854
PE: (81) 3231 - 6018 ou (81) 9417 -5854
       (81) 3722 - 2246 
       (87) 3862 - 3198 
AL: (82) ou (71) 9624 -4511
SE: (79) 9955 - 1611  ou (71) 9624 -4511
BA: (71) 9186-5689 ou (71) 9624 -4511
DF: (61) 8262 - 9047 ou (21) 98083-5051
GO: (62) 8248 - 6259 ou (31) 9456-5108
MT: (65) 8138 - 0773 ou (31) 9456-5108
PA: (91) 9801 - 7668

* Para que não ocorra problemas com a estrutura e a alimentação, não será permitida a inscrição ou participação de estudantes que não realizaram a inscrição antecipadamente através dos diretores da FENET ou dos outros responsáveis pela mobilização

Sobre o pagamento da Taxa de inscrição.

-O valor da taxa de inscrição é R$ 50,00 e dá direito a alimentação, alojamento e material gráfico.
- O taxa de inscrição deverá ser depositada na conta da FENET até o dia 11 de Abril e o comprovante deve ser entregue ao Tesoureiro da FENET durante o credenciamento.

Conta: 
 Banco do Brasil agência 3114-3 / conta corrente: 16.497-6

**Não será realizado o credenciamento de nenhum participante sem taxa antecipadamente paga ou dinheiro em mãos

   Sobre o Alojamento
    
     A alojamento será na estrutura de salas de aula e/ou ginásios próximos ao IFB e o traslado entre alojamento/IFB/Alojamento será garantido pelo evento.Cada participante deverá levar roupa de cama/banho e seu próprio colchonete.Os alojamentos são divididos em masculino e feminino.




·

ENET 2014: Programação




                          Programação do ENET 2014:



18 de Abril:

18:00 ás 20:00        Mesa de Abertura

19 de Abril: 

7:00 ás 8:30             Café da Manhã

9:00 ás 12:00           Painéis * 

12:00 ás 14:00         Almoço

14:00 ás 18:00         Grupo de Debates

18:00 ás 19:30         Jantar

21:00                         Atividade Cultural

20 de Abril:

7:00 ás 8:30            Café da Manhã

9:00 ás 12:00          Painéis *

12:00 ás 14:00        Almoço

14:00 ás 18:00        Tarde de Entretenimento¹

20:00                         Atividade Cultural

¹Devido a impossibilidade de servir jantar no local do Entretenimento/Atividade Cultural um lanche reforçado substituirá a janta.

21 de Abril:

7:00 ás 8:30            Café da Manhã

9:00 ás 12:00          Ato contra os 50 anos do Golpe Militar

12:00 ás 14:00        Almoço

14:00 ás 17:00        Plenária Final



*O tema dos painéis serão:



Expansão da rede federal e a Assistência Estudantil;
#Copapraquem? - A política esportiva de megaeventos;
Os leilões do petróleo e a soberania nacional;
Financiamento da educação e dívida pública;
Por que 10% do PIB pra educação?
Nosso direito por inteiro! Não à restrição da meia-entrada!
Democratização dos meios de comunicação;
A mercantilização da mulher;
Democracia interna e participação estudantil nas escolas técnicas;
Ciência e tecnologia a serviço do povo;
Os fenômenos climáticos e a defesa do meio-ambiente;
Cultura;
A criminalização dos protestos e a desmilitarização da PM;
Mercado de trabalho e o piso salarial técnico;
Ensino agrotécnico e a reforma agrária;
A luta da juventude e as de manifestações de Junho.

** Está programação poderá ser alterada pela diretoria da FENET de acordo com as condições de estrutura e/ou por necessidades do evento.

50 anos do Golpe - Para que não se esqueça! Para que nunca mais aconteça!

   Hoje completam 50 anos do Golpe Militar Fascista que  foi instaurado no nosso país para impedir os avanços da luta popular e estudantil. Os anos posteriores a 64 foram de  muito sofrimento para o povo brasileiro que lutou bravamente pela democracia e pela liberdade. Relembrar este dia é reafirmar a nossa repulsa aos golpistas e ao período responsável por um capítulo trágico e obscuro em nossa história recente. 
   Os estudantes de escolas técnicas tiveram uma importante participação na resistência a este período e na luta por uma nova sociedade. Entre eles, teve participação importante um estudante da Escola Técnica Federal do Ceará, José Montenegro de Lima.

Quem foi José Montenegro de Lima?

Conhecido como Magrão, José Montenegro de Lima  nasceu em Itapipoca no Ceará no dia 27 de outubro de 1948 e estudou na antiga Escola Técnica Federal do Ceará, atual IFCE. Participou ativamente do movimento estudantil em Fortaleza, onde se tornou diretor da União Nacional dos Estudantes Técnicos Industriais (UNETI).
    Com o golpe militar de 1964, Montenegro foi perseguido durante o regime militar e chegou a ser indiciado no Inquérito Policial Militar (IPM), o que lhe impediu de concluir o curso . Mudou-se para o Rio de Janeiro e, a partir de 1969, viveu clandestinamente, única forma encontrada de manifestar sua oposição a ditadura. A partir daí, dedicou-se à organização da Juventude Comunista.
    Em 1970, dadas as prisões de vários companheiros de luta, mudou-se para São Paulo onde viabilizou a saída para o exterior de vários  militantes ameaçados de serem presos.
    Com as prisões generalizadas  devido à Operação Radar (operação dos DOI-CODI de todo o país para sequestrar e desaparecer os dirigentes do PCB), José Montenegro de Lima foi preso por quatro agentes policiais em 29 de setembro de 1975 em sua residência no bairro da Bela Vista, São Paulo (SP),  sendo testemunhado por seus vizinhos e conhecidos.
    De acordo com a documentação oficial do DOI-CODI do II Exército, havia doze presos na carceragem do DOI de São Paulo, dentro os quais José Montenegro de Lima foi visto. Em seguida transferido para o sítio do CIE na rodovia Castello Branco, assassinaram-no com uma injeção de matar cavalos e depois jogaram-lhe de uma ponte, de acordo com depoimentos dos agentes policiais e e desde então seu corpo está desaparecido.
    Seu nome consta no anexo da Lei 9.140/95 (lei dos desaparecidos políticos), ou seja, o Estado reconhece sua morte sob sua responsabilidade .

 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Florianópolis e Rio Grande do Sul iniciam mobilização para o ENET 2014!

Depois de ter construído uma grande mobilização em Curitiba para o ENET 2014, a FENET esteve presente no Instituto Federal de Santa Catarina- Campus Florianópolis, junto da União Florianopolitana dos Estudantes Secundaristas (UFES) e o Grêmio Estudantil do Campus. As três entidades coleticamente passaram em sala, conversaram com os estudantes, sanaram dúvidas e construíram uma reunião com os interessados em participar do encontro.  começou a construir a mobilização da região.

Após passar pro Santa Catarina o destino da FENET foi o Instituto Federal Farroupilha no Rio Grande do Sul, lá o diretor da FENET se reuniu com a reitoria, a equipe de assistência estudantil e três grêmios do Instituto: Alegrete, Santo Augusto e Panambi.  A reunião foi muito proveitosa e dela se tirou a mobilização para um ônibus, onde as vagas serão divididas entre os três campi.


Venha conosco! Vamos construir o maior ENET da história!

domingo, 16 de março de 2014

Mineiros também iniciam as mobilizações para o ENET 2014


Os estudante do IFMG também já começaram a sua mobilização para o maior Encontro Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas da história desse país, muitas atividades já estão sendo realizadas para preparar a bancada mineira.



Os dias 18 e 21 de Abril estão sendo esperado com muita ansiedade pelos estudantes do IFMG que querem lutar por mudanças na educação dos Institutos Federais e que esperam curtir um encontro com muitos debates, atividades culturais e conhecer estudantes de todos os estados do país.

É bonito de ver todo mundo se organizando para debater suas pautas locais e nacionais, como a expansão da rede federal do ensino técnico, a campanha nacional pelos 10% do PIB para educação, a falta de estrutura nas escolas técnicas, a falta de servidores , entre vários outros temas importantes para o desenvolvimento da soberania nacional do nosso país.Para os estudantes do IFMG, as expectativas do encontro são grandes, esperamos aprender e contribuir muito com o debate, para além disso contribuir para o avanço das lutas e conquistas da juventude brasileira, disse Luiz Paulo Souza Basílio presidente do grêmio estudantil do IFMG - Campus Ouro Preto e diretor da regional MG/ES da FENET.


Você é de Minas Gerias e quer ir para o ENET?

Entre em contato com Luiz Paulo pelo facebook - www.facebook.com/luiz.paulo.3557 ou Pelo Telefone 31 75017560 (Tim)
ou com a Bia - pelo facebook www.facebook.com/bia.martins.bh ou pelo Telefone 31 94124774 ( Tim)




quinta-feira, 13 de março de 2014

Curitiba inicia a mobilização para o Encontro Nacional dos Estudantes das Escolas Técnicas 2014!


O maior Encontro Nacional dos estudantes das escolas técnicas da história será realizado em aproximadamente um mês na cidade de Brasília, no Instituto Federal de Brasília. Em praticamente todos os estados do país a mobilização já está acontecendo e  na cidade de Curitiba, no Instituto Federal do Paraná - Campus Curitiba não é diferente.

A direção executiva da FENET espera reunir dois mil estudantes para debater a situação da educação em nosso país, o movimento estudantil, conjuntura, esporte, cultura, a expansão da rede, o financiamento e inúmeros outros debates. Para participar do Encontro é preciso efetuar o pagamento do credenciamento que custa R$ 50,00, que dá direito ao translado Curitiba-Brasília, alimentação durante todos os dias do Encontro, alojamento e material de apoio.
Os estudantes do IFPR-Campus Curitiba já deram seu recado sobre a mobilização, em pouco mais de 24 horas de inscrição, praticamente um ônibus já está fechado.
Você é de Curitiba e tem interesse de participar? Entre em contato com:
Raphael Almeida - https://www.facebook.com/heyraphael
Maria Gabriele - Comissão de mobilização - https://www.facebook.com/maria.gabriele.75
Bianca Kaczorowski - Comissão de mobilização - https://www.facebook.com/bianca.kaczorowski

terça-feira, 11 de março de 2014

Mobilização para o ENET 2014 na Bahia


Estudantes do IFBA constroem suas pautas para o ENET 2014.

E começam as plenárias de preparação na Bahia para o ENET 2014.  No ultimo sábado, 8 de março, estudantes se reuniram para discutir os problemas enfrentados dia a dia no IFBA, tais como a assistência estudantil, acessibilidade, falta de pesquisa e extensão, falta de professores, incentivo ao esporte, entre outras questões a participação no III ENET. A plenária começou bastante animada, os estudantes estudaram o jornal do ENET 2012 para avaliar as mudanças do ensino técnico e o crescimento da entidade. 
Para uma representatividade participativa neste evento, que irá mudar os rumos da educação técnica, os estudantes se organizaram em comissões para distribuir os trabalhos e levar uma das maiores bancadas, politizada, combativa e animada para o encontro.
E durante as próximas semanas os diretores da FENET estarão visitando os Institutos da Bahia para realizar várias plenárias como essas para discutir propostas para o ensino técnico, entre elas um vídeo amador produzido pelos estudantes do IF em forma de dossiê para mostrar a realidade da educação no Estado da Bahia.



Emanuele Rodrigues
Estudante do Instituto Federal da Bahia e Secretária Geral da FENET 




* Gostou da matéria? Envie você também o relato de mobilização em sua cidade para o e-mail fenetbrasil@gmail.com 

Pará, Tocantins, Roraima e Amazonas prometem construir uma grande delegação do Norte ao III ENET.



O maior Encontro de Estudantes do Ensino Técnico está chegando e as mobilizações estão a todo o vapor. Em diversos estados do país, os diretores da FENET e os Grêmios Estudantis estão organizando suas delegações para participar do III ENET que acontecerá de 18 a 21 de Abril no IFB - Campus Brasilia. Debates, plenárias, campanha de finanças entre várias outras atividades de preparação para o Encontro Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas estão tomando conta das escolas técnicas do nosso país.



               II Plenária do III Encontro Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (ENET) No IFPA Campus Belém 


Desta vez, são os Estudantes de Belém do Pará que enviaram fotos e relatos sobre a construção de sua bancada e prometem ter a maior participação do Norte do País em uma atividade realizada pela FENET. ' Mostrar força da nossa região e no nosso estado no III ENET será um tarefa de todos os estudantes de escolas técnicas da nossa região. O Pará esta preparando diversas atividades para garantir nossa presença no maior encontro de técnicas da história. Afirmou Jaquellyne Lopes - Diretora de mulheres da FENET e do grêmio do IFPA - Campus Bélem.

Outra presença confirmada da região norte para o III ENET são os estudantes do Roraima e de Tocantins. Pela primeira vez o ENET contará com a presença destes estados. Isso é um demonstração da força e da presença da FENET de norte a sul do nosso país.


Bia Martins - Coordenadora da FENET e do Grêmio do CEFET-MG - Campus BH.


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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

E começam as mobilizações para o ENET 2014




Grêmio IFAL- Murici confirma a presença no ENET 2014
Estudantes de todo o país começam a debater, promover plenárias, entre várias outras atividades de preparação para o Encontro Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas, a ocorrer em Brasília-DF nos dias 18 a 21 de abril no Instituo Federal de Brasília. É com muita luta, ousadia e garra que a FENET convoca todos a participar da construção do ENET 2014, por isso junte-se a seu grêmio, represente sua escola e vamos todos debater e construir o ensino técnico que queremos. 

Os estudantes do IFAL já começaram a sua mobilização para representar seu instituto, e Orlando Ângelo, presidente do grêmio do IFAL-Campus Murici afirmou: “As expectativas são sempre as melhores, vindas de um evento tão unificador e multicultural como é o ENET. Espero contribuir de forma direta, tanto no repasse como ao adquirir experiências na luta por melhores condições no ensino técnico”. 

Campus Satuba do IFAL confirma ida ao ENET 2014
No campus de Satuba, os estudantes também estão organizando sua bancada. Em Petrolina-PE, no último ENET em 2012, foi grande a participação dos estudantes de Satuba, e para Leônidas Canutto, estudante de agropecuária do campus e diretor da FENET declarou: “Todos nós estamos muito ansiosos para participar de mais um ENET. Foi através do ultimo que nos tornamos mais críticos e podemos nos organizar no grêmio, fazendo muita luta na escola. E neste ENET não vai ser diferente, queremos participar de todos os grupos de debates para o crescimento da politização dos estudantes, e darmos um rumo diferente na educação técnica, e para isso acontecer temos que nos organizar e continuar na luta”. 

Nas próximas semanas continuaremos visitando outros campi do IFAL, demais institutos e escolas técnicas pelo país, pois é fundamental neste momento que todos os estudantes construam a pauta do ensino técnico e as lutas para o ano de 2014. 

Emanuele Rodrigues (direto de Alagoas), 
estudante do Instituto Federal da Bahia e Secretária Geral da FENET 

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

FENET convoca todos e todas ao III Encontro Nacional dos Estudantes das Escolas Técnicas

É com muita alegria que a I Plenária Nacional de Grêmios da FENET convoca o III Encontro Nacional dos Estudantes das Escolas Técnicas -ENET 2014-. O encontro será realizado na cidade de Brasília, no Instituto Federal de Brasília entre os dias 18 e 21 de abril. Muitos temas serão abordados e discutidos como a luta e organização dos estudantes das escolas técnicas, educação, acessibilidade, interiorização, expansão da rede, investimento no ensino técnico, assistência estudantil, falta de professor, a possível greve de 2014 e etc. 

Grandes nomes do movimento estudantil, da educação e da cultura já confirmaram presença no ENET 2014! Teremos espaços culturais e de interação.

A inscrição custará R$ 50,00, com essa taxa você tem garantido o café da manhã, almoço e janta durante os quatro dias de encontro, ganha o crachá para voto, direito de participar de todos os debates e plenárias, material gráfico do encontro, além de poder dormir no alojamento. 

Esperamos por vocês em Brasília! 
Grande abraço.

Em breve estará disponível no blog da FENET um link para as inscrições do ENET.





Contato da Coordenação Geral:
Raphael Almeida – Rio de Janeiro - 21 98321-7904
Bia Martins – Minas Gerais- 31 9412-4774
fenetbrasil@gmail.com

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Plenária Nacional de Grêmios da FENET convoca III Encontro Nacional de Estudantes em Ensino Técnico - ENET

A FENET realizou no dias 1 e 2 de Fevereiro o 1º Encontro Nacional de Grêmios da FENET  na cidade do Rio de Janeiro.A plenária contou com a participação de representantes de dezenas de grêmios de vários estados do país. O encontro teve como pauta principal os informes dos grêmios e suas lutas locais, e a preparação do III Encontro Nacional doa Estudantes em Ensino Técnico - ENET.
A FENET tem como objetivo principal a construção de um movimento estudantil verdadeiramente representativo, onde os grêmios possam construir e deliberar sobre as decisões da entidade. Por isso realizamos a nossa plenária nacional para debater sobre data e local do ENET, a programação do encontro, meta de mobilização e estrutura. 
A FENET vem como resolução para a falta de representação estudantil nas escolas técnicas brasileiras, promovendo ambientes em que os estudantes sejam ouvidos e que possam formular debates que contribuam para o crescimento do movimento estudantil, disse Wagner Lopes do Grêmio do Instituto Federal de Santa Catarina.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Participe do I Encontro Nacional de Grêmios da FENET. Por uma escola de qualidade e um ensino técnico que queremos!

A Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico – FENET - é a entidade que busca representar e organizar todos os estudantes do ensino técnico a nível nacional em defesa de seus direitos e interesses.
Nossa entidade realizará entre os dias 1 e 2 de fevereiro de 2014 a I Plenária Nacional de Grêmios Estudantis na cidade do Rio de Janeiro, no Instituto Federal do Rio de Janeiro. Nesse sentido, gostaríamos de convidar este Grêmio Estudantil a participar deste importante fórum deliberativo que irá debater os problemas que vivemos em nossas escolas, a campanha pelos 10% do PIB para Educação Pública, a possível greve de 2014 e outros assuntos de nosso interesse.



Cada Grêmio Estudantil terá o direito de levar um ou dois (não mais que isso) representantes, a taxa de inscrição que custa 25 reais é individual e garante as três principais refeições diárias, alojamento (é preciso trazer colchonete ou saco de dormir), material para o encontro. Gostaríamos de lembrar que segundo o estatuto da FENET somente tem direito a voto os Grêmios filiados à entidade, caso o Grêmio não é filiado e não tem o interesse de se filiar, ele pode participar do encontro, falar nas rodas de discussão, mas não terá direito a voto nos espaços deliberativos. Caso o Grêmio Estudantil deseja se filiar, é preciso entrar no link (http://fenetbrasil.blogspot.com.br/p/filie-seu-gremio.html ) e seguir a orientação.
Bem, gostaríamos que todos os Grêmios Estudantis do Brasil participassem do nosso encontro e venha debater o futuro do movimento estudantil nas escolas técnicas brasileiras.
Até breve,
Direção Executiva da FENET.

domingo, 3 de novembro de 2013

"A conversão da educação em uma mercadoria a ser vendida aos consumidores por empresas capitalistas, é a degeneração completa da educação"


Maycon Bezerra de Almeida é bacharel e licenciado em Ciências Sociais na UERJ, mestrando em Sociologia Política pela UENF; professor de Sociologia no Instituto Federal Fluminense-Campus Cabo Frio. Além de ministrar aulas, Maycon divide seu tempo na formação de seus dois filhos e as manifestações que estão acontecendo no Rio de Janeiro. A FENET foi ouvir sua contribuição e avaliação sobre a educação e a nova conjuntura brasileira.



Nos últimos anos o governo ampliou o número de vagas nas escolas técnicas com os chamados Institutos Federais. Em 2011 e 2012 os educadores construíram as maiores greves da educação nos ultimos 10 anos. Para voce qual é o motivo de uma rede tão nova enfrentar duas greves seguidas?
Certamente isso está relacionado com o caráter precário da constituição e expansão da rede, com as contradições profundas entre o que o projeto original prometia e o que a realidade efetiva permite fazer. Uma grande quantidade de educadores e educadoras, oriundos das redes privadas, estaduais ou municipais de ensino, pelo país afora, enfrentaram os concursos públicos dos IFETs (Institutos Federais) com a expectativa de poderem exercer sua profissão, com dignidade e alguma valorização, na rede que se apresentava como de excelência e como uma experiência de vanguarda na política educacional do país. Uma vez incorporados à rede dos IFETs, todos nós (também sou parte disso) pudemos tomar consciência das contradições entre discurso e realidade. Não se trata apenas das condições salariais e de carreira, cada vez mais defasadas e insuficientes a cada ano que passa, mas também das precárias condições de trabalho em instalações amplamente inadequadas, fruto da perspectiva de expansão quantitativa da rede sem preocupação qualitativa.  Na verdade, do ponto de vista dos professores da rede, a luta é pelo direito ao exercício do magistério com dignidade, porque se a rede federal de educação, que é a menos precarizada, se encontra como está, não resta outra alternativa a não ser lutar.

É verdade também que o governo Federal ampliou as vagas na rede do Sistema S através do Pronatec (Veja o que é o Pronatec: http://migre.me/gwA9a). Como educador, quais são suas críticas ao fortalecimento da iniciativa privada na educação?
A educação escolar é um direito que deve ser assegurado a todos os cidadãos e cidadãs, de forma igualitária. Além do mais é um direito democrático essencial, na ausência do qual a “democracia” se torna uma palavra completamente destituída de conteúdo efetivo, bem ao gosto dos representantes políticos e intelectuais da burguesia. Sendo assim, a educação escolar como direito democrático essencial precisa ser assegurada pelo poder público, no âmbito da esfera pública. A conversão da educação escolar em uma mercadoria  a ser vendida aos consumidores por empresas capitalistas é a degeneração completa do que a educação escolar é e tem de ser. O Pronatec já nasce como expressão da concepção privatista de educação da cúpula dirigente do PT no governo, ao mesmo tempo responde às pressões do sistema S. Ao invés de investir no fortalecimento de uma rede pública federal de excelência na educação, capaz de servir de plataforma para uma ampla reforma da educação pública no país, o governo Dilma escolhe transferir somas fabulosas de recursos públicos para financiar a rede privada e patronal de escolas profissionalizantes.  Há uma decidida opção de classe nessa escolha, e os trabalhadores devem ter clareza que vai contra os seus interesses. No entanto, o Pronatec ainda é nocivo à rede dos IFETs por uma outra razão: os cursos do programa que são oferecidos em nossas instituições remuneram os professores por hora-aula e “por fora”, combinando isso com a precariedade do plano de carreira e remuneração, o Pronatec tende a converter os professores em “garimpeiros de aulas” e não em profissionais de carreira.
A escola técnica tem uma relação direta com o mercado de trabalho. Para você até onde essa relação é saudável? Qual é o limite que há entre a formação técnica de qualidade e o apertador de parafuso?
Penso que é necessário evitar a concepção metafísica, disfarçada de marxismo, que ignora que o trabalho, no capitalismo, é absorvido pela lógica do mercado e convertido em força de trabalho. É uma necessidade premente libertar o trabalho e os trabalhadores da sujeição ao capital, mas isso não poderá ser realizado até que os meios de produção sejam socializados e que a produção econômica tenha sido submetida a uma planificação reacional por parte dos trabalhadores no poder. Dito isso, acho importante deixar claro que o ensino técnico e a educação profissional não podem servir à reprodução do dualismo educacional tradicional: para os ricos, escola para o saber, para os pobres, escola para o trabalho.
A integração da educação básica com o ensino técnico, tecnológico e profissionalizante, levada a sério, aponta para a superação desse dualismo e expressa a idéia de que a escola deve formar os estudantes como indivíduos, cidadãos e trabalhadores, levando em consideração as diferentes dimensões do educando, como totalidade concreta. No entanto, se essa é a perspectiva defendida pelos educadores comprometidos com os interesses históricos da classe trabalhadora, certamente não é o mesmo ponto de vista defendido pelos representantes dos interesses dos capitalistas. Esses defendem uma escola técnica subordinada a seus interesses de classe, ou seja, uma escola técnica voltada exclusivamente à “qualificação da mão-de-obra”, ou melhor, à massificação de trabalhadores qualificados de modo a fazer cair o preço médio de sua força de trabalho.
No que se refere aos IFETs, começa a avançar a passos largos a noção de que as escolas da rede devem buscar financiamento junto a empresas que se interessem em servir-se dos recursos materiais e humanos de que a rede dispõe (recursos públicos, é bom não esquecer) para seus projetos de inovação. Aqui se trata não apenas de subordinar a formação profissional dos estudantes da rede aos interesses particulares dessa ou daquela empresa, mas é algo que vai além, trata-se  de uma privatização branca da própria rede.
Muitos jovens foram às ruas exigindo qualidade na saúde, educação, melhoria no transporte público e etc. Você acha que depois das jornadas de junho, a consciência da juventude será a mesma?
O levante juvenil-popular de junho mudou o país. Nunca mais ninguém poderá duvidar da capacidade política do povo brasileiro de ir às ruas, enfrentar as forças da ordem, para defender seus direitos e interesses, nem o próprio povo. A vanguarda das lutas de junho, e do ciclo aberto desde então, é a juventude, sem dúvidas. As fronteiras do possível foram e estão sendo alargadas, não será possível para as classes dominantes desse país, seguir governando como se administra uma fazenda de escravos. Que a juventude siga nas ruas com seus sonhos e exigências para construirmos um país à altura do heroísmo de nosso povo.

Após as manifestações de junho, foi muito propalado a “crise representativa”. Para você, a crise é representativa ou é estrutural do sistema?
Penso que estamos diante de uma crise do regime político pseudo-democrático da burguesia. A rígida subordinação das forças políticas do regime às necessidades e interesses exclusivos do grande capital “transnacional e associado” impede que possam responder positivamente aos clamores populares. Nos marcos de uma incorporação dependente e subordinada ao capitalismo global, em sua fase ultra-financeirizada, não há possibilidade de sustentar o modelo econômico e social vigente – e defender seus beneficiários – e, ao mesmo tempo, assegurar condições dignas de vida e direitos de cidadania às amplas maiorias da população.
O trabalho super-explorado e a captura rentista do fundo público são dois pilares de sustentação desse modelo, e sua reprodução exige o permanente fechamento das portas dos palácios governamentais às mais elementares exigências do povo trabalhador. Os privilégios da classe dominante são apresentados e defendidos, pelas forças políticas do regime, como se fossem os interesses de toda a nação, sendo assim, sua segurança é imposta à sociedade como “segurança nacional”, com todos os desdobramentos inaceitáveis que isso acarreta.
Penso que é necessária a construção de uma sólida unidade entre a luta dos estudantes, dos trabalhadores e da maioria do povo brasileiro, de modo a derrotar a “velha política” e derrubar o regime político da burguesia. Só assim, construindo uma ampla e verdadeira democracia popular, seremos capazes de garantir que os interesses da maioria governem e que os direitos de todos possam ser assegurados.
Qual é o seu recado para a juventude brasileira, principalmente aos estudantes de escolas técnicas?
Só a luta muda a vida!



terça-feira, 22 de outubro de 2013

Na defesa do petróleo brasileiro, FENET vai às ruas!

Aconteceu no dia 21 de outubro a 12° rodada dos leilões dos poços do pré-sal. Participando da compra do petróleo brasileiro haviam inúmeras empresas estrangeiras, do lado de fora, lutando contra esse crime de lesa à pátria haviam diversos Partidos, organizações, sindicatos e entidades estudantis. 
Se voltarmos à 2010 vamos nos lembrar das campanhas eleitorais de Dilma contra a privatização e atacando Serra, árduo defensor de entregar a riqueza do povo para as multinacionais. Para nossa presidente da república a privatização era sinônimo de crime. Depois de eleita não só deu continuidade a política de privatização, mas na 11° rodada de leilão entregou mais blocos que o FHC entregou em 8 anos e nessa 12° rodada de leilão entregou às multinacionais uma quantidade de petróleo maior do que a Petrobrás já produziu até hoje. 
Contra a privatização e a terceirização os petroleiros começaram uma greve nacional, onde mais de 50 plataformas e refinarias foram paradas. Apesar de toda essa greve na produção, manifestações cotidianas, o governo federal concluiu nesta segunda-feira, o primeiro leilão do regime de partilha, entregando às multinacionais Shell e Total Elf 40% do campo de Libra e 20% às petrolíferas chinesas CNPC e CNOOC.
O país antes do leilão era 100% dono de um dos maiores campos de petróleo já descobertos no mundo. Agora o povo brasileiro está 60% mais pobre, pois o Estado brasileiro na, melhor das hipóteses, ficará com 40% desse estratégico reservatório de petróleo.
A Petrobrás, que descobriu Libra, terá menos da metade do campo. O consórcio vencedor do leilão - formado pela Petrobrás (10%), Shell (20%), Total Elf (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%) - ofertou à União o excedente de petróleo mínimo previsto na licitação, ou seja, 41,65%. No entanto, em função da manobra que a ANP realizou no edital, a Estado brasileiro poderá ficar com apenas 14,58% do óleo gerado pelo campo de Libra. A entrega de 60% do campo de Libra para as multinacionais é um dos maiores crimes contra a soberania do país. Um dia triste para o povo brasileiro.

Mas assim como os índios resistiram bravamente ao ataque dos portugueses e os escravos resistiram à sua escravização, o movimento social se colocou nas ruas e enfrentou o exército, força nacional, o Batalhão de Choque da Polícia Militar. Um diretor da FENET foi atingido na barriga por um tiro de bala de borracha, um estudante foi acertado na cabeça por uma bomba de efeito moral e houveram vários outros feridos. 
Assista o pequeno documentário do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro sobre os leilões dos poços de petróleo: http://www.youtube.com/watch?v=t0ZEZgzcPGY



domingo, 20 de outubro de 2013

Grêmio IFSP e Comissão da verdade homenageia Eremias Delizoicov, estudante assassinado pela Ditadura


No dia 16 de outubro de 2013, os estudantes e servidores do Instituto Federal de São Paulo lotaram o auditório com mais de 250 pessoas afins de conhecer a história de um estudante muito ilustre para a escola e importante para história de nosso país. Eremias Delizoicov, estudante da então Escola Técnica Federal de São Paulo, assassinado pelos militares em 1969, no Rio de Janeiro. Para homenageá-lo, foi realizada uma audiência pública com a presença a mesa de Demetrio Delizoicov – seu irmão representando a família, Valdir de Oliveira – professor de Eremias, o diretor geral do campus São Paulo, Luís Claudio de Matos e sua vice, Alice Reis, o pró reitor de extensão, Wilson de Andrade Matos, o reitor do IFSP, Eduardo Antonio Modena, a Presidente da Comissão da Verdade da Unifesp, Guiomar Silva Lopes, o Presidente do Sinasefe-SP, Paulo Bonfim e o diretor de política do Sinasefe Cubatão, Felipe Queiroz; além do Presidente da Comissão da Verdade Rubens Paiva do Estado de São Paulo, Adriano Diogo e Aline Bailo, presidente do grêmio estudantil Charles Chaplin e da FENET.
Na audiência, Luís Claudio destacou que “a história de Eremias serve como lição para que o povo brasileiro não cometa mais o erro de permitir outro golpe no nosso país e que famílias não sejam mais destruídas como foi à família de Eremias e de outros que também foram vítimas desse golpe e dessa ditadura”. Para Aline Bailo, “conhecer a história do Eremias é muito importante pelo seu exemplo, por também ter sido estudante daqui e ser de um movimento estudantil perseguido pela ditadura, que deixou tudo para lutar pela liberdade e pela democracia no país. O grêmio estudantil deve garantir que seu nome e sua seja sempre lembrado pelos estudantes.”
Destaque para a participação dos estudantes e servidores do campus de Cubatão.
O momento mais emocionante da audiência foi quando o Diretor Luís Claudio entregou ao Irmão de Eremias, Demétrio, o certificado de conclusão de curso; uma forma de reparação simbólica às violências cometidas pelo estado sobre esse militante.
No final, a audiência foi encerrada com muitos aplausos e a saudação de “Eremias Delizoicov, PRESENTE!”.
A atividade foi muito importante para o grêmio estudantil, que acreditou do início ao fim, passando em sala, mobilizando todos os cursos para participar, contribuindo para que os estudantes tenham consciência de que lutar é importante e que se hoje podemos nos organizar através do grêmio e outras entidades, deve-se a companheiros que deram suas vidas pra isso!
Um pouco mais sobre Eremias
Estudante de Mecânica da antiga Escola Técnica Federal, atual IFSP – a Federal – ingressante em 1967 do ensino clássico (ensino médio) do colégio estadual M.M.D.C, Eremias Delizoicov nasceu em 27 de março de 1951, em São Paulo, Filho de Jorge Delizoicov e Liubov Gradinar Delizoicov.
Segundo relatos de seu único irmão, mais velho e confidente, Eremias era músico, tinha grande dedicação pelas práticas esportivas, disputou o torneio paulista de judô, sendo o primeiro colocado na sua categoria. Treinou natação, fez parte da equipe de remadores do Corinthians e começou a treinar capoeira. Ainda auxiliava o pai nas atividades de comércio e tinha um grande gosto pela leitura, foi assim que passou a questionar a realidade brasileira.
Em 1967, no colégio estadual M.M.D.C, articulou-se com outros colegas para formar chapa para disputar as eleições do grêmio estudantil. Em 1968 liderou um movimento de estudantes, chegando a organizar uma greve. Foi transferido compulsoriamente tendo que se matricular em outra escola para concluir o ano.


Ficou conhecendo detalhes do acordo MEC-USAID (acordo entre o ministério da educação e United States Agency International Development – que reorientava o sistema educacional brasileiro de acordo com necessidades do desenvolvimento capitalista internacional) e engajou-se no movimento estudantil contra tal acordo. Passou a interagir com estudantes de outras escolas, formando e articulando uma chapa para a disputa, em 68, das diretorias da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Organizou com esse grupo um movimento de estudantes secundaristas nas escolas da zona leste de São Paulo.
Durante as greves operárias de 68, em Osasco – cidade da região metropolitana de São Paulo – assistiu à algumas assembleias sindicais com outros colegas e levou o apoio dos estudantes aos operários em greve.
No início de 1969, entrou para VPR – Vanguarda Popular Revolucionária. Simulou uma discordância com os pais e passou a morar fora de casa, Mas visitava-os semanalmente. Em meados de julho de 69, forças de repressão já sabiam de sua militância. Eremias, sabendo do inevitável, reuniu-se com os pais e os pôs a par de sua real situação. Nunca mais o viram, vivo ou morto.
Eremias foi assassinado em 16 de outubro de 1969, na vila Cosmos, no Rio de Janeiro, quando teria reagido a ação montada pelos agentes do DOI- CODI que cercaram sua casa e atiraram até matar o jovem.
As impressões digitais de Eremias Delizoicov foram confirmadas pelo datilocopista da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa, de São Paulo. Mesmo assim, Foi lavrado em nome de José Araújo de Nóbrega. Ou seja, enterraram o corpo de Eremias com o nome de outra pessoa propositalmente.
Em 1970, seu pai foi convocado pelo DOPS, em São Paulo, pelo delegado Sergio Fleury. Enquanto aguardava-o, ouviu-o dizendo a uma mulher algo como “é uma questão de tempo, ou ele é preso ou morto como o filho daquele senhor”, referindo-se a ele. Neste momento, inteirou-se da morte do filho. Em seguida, Fleury disse que o corpo de Eremias foi enterrado com o nome de José Araújo Nobrega., que havia sido preso antes e que portanto, o morto em outubro de 69 era Eremias.
Fleury descartou qualquer possibilidade de ajuda em relação ao esclarecimento dos fatos. Dias após a ida de seu pai ao DOPS, a imprensa toda noticiaria o caso.

Em 1979, após a edição da lei da anistia, seus pais iniciaram a tramitação jurídica para obtenção do seu atestado de óbito, que só tiveram acesso em 1993.

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